quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Negro que peitou Hitler


O objetivo dos Jogos Olímpicos de 1936, na Alemanha, era muito mais do que a disputa pelas medalhas de ouro. Naquela época, importava mais a Adolph Hitler demonstrar ao mundo a superioridade da raça ariana, a raça pura, segundo ele. Os alemães só não contavam com o desempenho dos negros americanos. Das 14 medalhas de ouro conquistadas pelos Estados Unidos no atletismo, nove vinham de vitórias negras. Destas, quatro foram mérito de Jesse Owens, atleta nascido no Alabama, que fez Hitler abandonar o Estádio Olímpico, após subir no primeiro lugar do pódio pela terceira vez.

Owens ficou com ouro nos 100 m, 200 m e no revezamento 4 x 100 m. Além disso, teve o primeiro lugar no salto em distância. Pior do que cumprimentar um negro era vê-lo desbancando os alemães. Sim, na conquista do ouro no salto em distância, Owens deixou para trás o alemão Lutz Long, o maior de todos os saltadores em distância da Europa na época. Após a vitória nos 100 m, o terceiro ouro de Owens, o líder nazista deixou o estádio para não cumprimentá-lo.

Apenas nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, o atleta Carl Lewis conseguiu igualar o feito de Owens conquistando para os EUA quatro medalhas de ouro.

Após as conquistas de Owens, as pessoas em Berlim rejeitaram a publicidade nazista e fizeram do negro americano o herói dos Jogos Olímpicos. Em determinados momentos, durante as competições, Hitler, reconhecendo a óbvia superioridade atlética demonstrada por Owens, o chamou de “criado africano dos americanos”, porque ele não aceitava que um não-alemão pudesse possuir tantas qualidades físicas. Ainda mais quando se tratava de alguém da “sub-raça”, como o tirano se referia aos negros. Para Hitler, eles estavam apenas um degrau acima dos judeus. A resposta de Owens às afrontas nazistas veio com vitórias, em especial no salto em distância, quando estabeleceu a marca de 8,06 m, derrotando o alemão Lutz Long e fazendo Hitler abandonar o cenário olímpico.

Ovacionado por mais de 110 mil pessoas em Berlim e parado na rua para dar autógrafos, Owens não sofreu preconceito apenas na Alemanha nazista. Também nos EUA os negros não tinham os mesmo direitos dos brancos.

“Quando eu voltei para minha terra natal, apesar de todas as histórias sobre Hitler, eu não podia entrar no ônibus pela porta da frente e também não podia morar no lugar que eu queria. Eu não fui convidado a apertar as mãos de Hitler, mas também não fui à Casa Branca para apertar as mãos do presidente do meu país”, desabafou na época.

Neto de escravos
James Cleveland “Jesse” Owens, nasceu em 12 de setembro de 1913 na pequena cidade de Decatur, Alabama, mas mudou-se com a família para Cleveland, Ohio, aos 8 anos. Sétimo dos onze filhos de Henry e Emma Owens, JC era neto de escravos e filho de agricultores que pagavam o pedaço de terra com parte da colheita e produção familiar. O dinheiro era curto e o pai dele vivia sempre em busca de um emprego melhor. Ao chegar em Cleveland, JC foi matriculado em uma escola pública. No primeiro dia de aula, quando a professora lhe perguntou o nome, ela entendeu “Jesse”, em vez de JC. O “novo” nome pegou, e a partir daquele dia, o garoto passou a ser chamado de Jesse Owens.
A nova cidade não era bem aquilo que os pais de Owens esperavam e, por conta disso, o garoto fora obrigado a dividir o dia entre a escola e o trabalho. Ele foi entregador de mercadorias e auxiliar de sapateiro. Foi nessa época que Owens descobriu a corrida, esporte que mudaria a vida dele.

“Nós sempre nos divertimos muito. E nunca tivemos nenhum problema. Nós sempre comemos. O fato de a gente não ter um bife? E quem tinha bife?”, desabafou o campeão.

O talento de Owens foi descoberto por um professor de ginástica na escola. Quando o técnico Charlie Riley viu o desempenho do garoto nas pistas, logo o convidou para fazer parte do time de atletismo. Apesar de Owens não poder comparecer aos treinos após a aula, em função do trabalho de meio período, Riley se para ofereceu treinar o garoto pela manhã. Owens aceitou. “Toda manhã, assim como no Alabama, eu acordava com o sol, tomava café, até mesmo antes da minha mãe e irmãos acordarem e ia para a escola, no inverno, primavera e outono, tanto para correr como para saltar. Fazia isso pelo meu corpo e pelo meu técnico.”

“Eu sempre amei correr. É uma coisa que você faz por conta própria e tem total controle da situação. Você pode ir a qualquer direção, rápido ou devagar, brigando com o vento do jeito que você achar melhor.”

Disputa contra o preconceito
Muitas escolas e universidades tentaram recrutar Owens. A escolha foi pela Universidade de Ohio. Ali ele conheceu as mais bárbaras competições e não foi somente nas pistas. O preconceito racial, em 1933, era evidente, uma experiência difícil para um atleta iniciante. A Owens era solicitado que morasse fora do campus da faculdade, com outros afro-americanos. Quando viajava com o time, ele era obrigado a realizar as refeições em estabelecimentos destinados aos negros. O mesmo acontecia com os hotéis. Certa vez, um hotel para brancos aceitou hospedar os atletas negros. Desde que eles entrassem e saíssem pelas portas do fundo e usassem as escadas, em vez do elevador.
Como não tinha direito a bolsa de estudos, Owens usava, como sempre, tempo livre em empregos para se sustentar e a jovem esposa, Minnie Ruth Solomon. Foi ascensorista, garçom e trabalhou em livrarias. Todos os esforços valiam para poder praticar e cravar recordes nas competições.

“As batalhas que contam não são aquelas que trazem medalhas de ouro. O esforço é individual. A invisível, porém inevitável, luta que todos nós travamos é o que vale.”

Três recordes em 45min
Owens passou a semana que antecedeu as competições Big Ten, na cidade norte-americana Ann Arbor, do Estado de Michigan, em março de 1935, com uma forte dor nas costas em função de uma queda –ele rolou escada abaixo dias antes do evento. Técnicos e médicos questionavam se ele teria condições psicológicas de competir. Mas o atleta do Alabama recebeu os tratamentos necessários até o dia da prova e mostrou ao técnico Riley que ele estava bem para correr. A permissão foi apenas para as 100 jardas (91,44 m). Owens igualou o recorde mundial com o tempo de 9s4 e foi liberado por Riley para competir nas demais modalidades.

Assim, um ano antes de participar dos Jogos de Berlim, Owens estabeleceu mais três marcas mundiais, nas 220 jardas (em 20s3), 220 jardas com barreira (22s6) e salto em distância (8,13 m). Tudo em um intervalo de tempo de 45 minutos.

As Olimpíadas de Hitler
Após as conquistas universitárias, Owens percebeu que poderia ter sucesso no nível mais alto de competição. Assim, em 1936, lá estava o negro americano, na Alemanha, para participar dos Jogos Olímpicos de Berlim ou das “Olimpíadas de Hitler”, como ficaram conhecidas.

A organização foi a maior vitória dos alemães. O interesse nas Olimpíadas daquele ano era demonstrar a força do governo nazista. A imprensa, na época, relatou que o acontecimento foi fora do comum, acima do que foi visto em Los Angeles ou em quaisquer outros Jogos Olímpicos anteriores. Acima de tudo, as Olimpíadas de Hitler estavam ali para provar ao mundo que a raça ariana tinha o domínio. Mas Owens tinha outros planos. E ao fim dos Jogos, até fãs alemães clamavam pela vitória do negro americano.

“Por um instante, ao menos, eu fui a pessoa mais famosa do mundo.”
Jesse Owens foi o primeiro americano na história dos Jogos Olímpicos a ganhar quatro medalhas.

Após o grande mérito“Quando voltei dos Jogos Olímpicos com minhas quatro medalhas, todas as pessoas batiam em minhas costas me cumprimentavam e queriam apertar minhas mãos. Mas ninguém veio me oferecer um emprego.”

Mesmo com o sucesso, a instabilidade financeira permanecia na família Owens. Infelizmente, naquela época, os Estados Unidos não ofereciam nenhuma ajuda de custo ao atleta, por causa de ele ser negro. Na tentativa de ajudar a família, Owens abandonou os estudos a um ano da formatura para correr profissionalmente. Por um período, ele competiu contra qualquer pessoa e até em disputas com cavalos, cachorros e motocicletas. A liga negra de beisebol sempre convidava Owens para competir contra cavalos puro-sangue em exibições especiais antes dos jogos.

Owens também aceitava convites para discursar em eventos públicos. De fato, ele era tão admirado que começou, por conta própria seus próprios eventos públicos ao abrir em empresa de relações públicas.

A Segunda Guerra Mundial (entre 1939 e 1945) interrompeu a carreira olímpica de Owens. Quando os Jogos voltaram a ser disputados em 1948 em Londres, ele, então com 35 anos, já não corria competitivamente mais.

Em 1976, Owens recebeu do presidente Gerald Ford a mais alta condecoração que um civil norte-americano pode ter: a Medalha da Liberdade. O negro que desbancou Hitler morreu no dia 31 de março de 1980, aos 66 anos, em Tucson, com complicações em função de um câncer no pulmão.

Do casamento com Ruth, em 1935, nasceram as três filhas, Gloria, Beverly e Marlene. Atualmente, Ruth e Marlene cuidam da Fundação Jesse Owens que presta assistência financeira e suporte a jovens carentes.

Os feitos da lenda-
Owens foi o primeiro americano na história olímpica a conseguir quatro medalhas de ouro em uma única olimpíada.
- destacou-se com a marca histórica de três recordes mundiais no intervalo de tempo de 45 minutos, no campeonato americano “Big Ten”.
- O recorde no salto em distância, com a marca de 8,13 m estabelecido no Big Ten permaneceu com Owens por 25 anos.
- Em junho de 2006 a NCAA anunciou Jesse Owens como o terceiro atleta de maior influencia para os estudantes esportistas. O jogador de beisebol Jackie Robinson e o tenista Arthur Ashe ocupam as duas primeiras posições.

::Ouros Olímpicos:
Berlim – 1936 – 100 m – 10 s 3
Berlim – 1936 – 200 m – 20 s 7
Berlim – 1936 – Salto em distância – 8,06 m
Berlim – 1936 – 4 x 100 m – 39 s 8


Fonte: pesquisa pela internet

Máquina digital do Mineiro


Um mineiro que morava no Rio de Janeiro comprou uma câmera digital.

Em uma viagem de visita a seus pais na “roça”, ele levou a câmera digital.

Chegando lá, mostrou a novidade para todos.

Nunca ninguém tinha visto algo igual.

Para mostrar como o trem funcionava, o mineirinho resolveu tirar um retrato da família reunida.

Pediu que todos ficassem bem juntinhos perto de uma cerca de arame farpado, debaixo de uma enorme e linda mangueira.

Então, ele se afastou da turma, escolheu um lugar para deixar a câmera, focalizou, mexe daqui, dali e programou o temporizador, clicou e correu feito um doido para junto de todos com a intenção de também sair na foto também. . .

Foi um “Deus-nos-acuda”.

Todos saíram correndo também, queriam atravessar a cerca de arame farpado de qualquer jeito, rasgando as roupas e machucando-se.

Depois do desastre, o mineirinho pergunta:

- Uai, gente! Qué qui deu n’ocês prá desimbestá dessi jeito, sô?

E sua tia, com as duas orelhas cortadas e a roupa toda rasgada, responde:

- Se ocê, qui cunhece esse trem, teve medo e saiu correnu pra cima da gente, imagina nós qui num cunhece ! ! ! …... Cê besta sô... corremu tambem Uaiii !!!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Haile Gebrselassie vence Maratona de Dubai, mas não consegue recorde mundial


O etíope Haile Gebrselassie venceu a Maratona de Dubai nessa sexta-feira nos Emirados Árabes Unidos com o tempo de 2h06min09, mas não conseguiu baixar sua atual marca de 2h03min59, e bater novamente o recorde mundial dos 42 quilômetros. Essa foi a terceira participação do atleta na prova, mas a melhor marca mundial continua sendo a que ele obteve há um ano e meio em Berlim, na Alemanha.

Com temperatura na casa dos 19ºC e vento médio de dois quilômetros por hora, ele passou os 10 quilômetros com a marca aproximada de 29min42, com a companhia de mais cinco atletas, todos eles coelhos contratados para ditar o ritmo da prova. Na meia maratona ele passou com 1h02min51 e precisaria correr a segunda metade da prova mais rápida do que a primeira (split negativo).

Com a vitória ele leva para casa 250 mil dólares como premiação, mas poderia ter abocanhado mais um milhão caso faturasse o recorde. Em sua primeira participação, em 2008, o calor foi um fator agravante para a conquista, enquanto em 2009 a forte chuva que assolou Dubai prejudicou a performance dele e dos demais atletas.

Na véspera da maratona, durante a coletiva de imprensa, Haile disse que pretendia correr em 2h03min30, mas não fez nenhuma promessa. “O clima, o marcadores de ritmo, tudo tem que estar perfeito”, relatou na ocasião. A segunda posição ficou com Chala Dechase Beyene , do Qûenia (2h06min33) e a terceira com Eshetu Wendimu Tsige, da etiópia (2h06min46).

Fonte: Web Run

O prazer da endorfina


Entenda os efeitos que a substância liberada durante a corrida provoca no organismo e porque ela torna a atividade física um “vício”

Entenda os efeitos que a substância liberada durante a corrida provoca no organismo e porque ela torna a atividade física um “vício”
Você já deve ter ouvido que praticar um esporte como a corrida pode ajudar na melhora física e mental. Já deve ter ouvido também que a atividade física dá aquela sensação de bem-estar logo após a sua prática. Isso tudo tem explicação científica. Trata-se da endorfina.

O termo endorfina se origina das palavras endo (interno) e morfina (analgésico), e trata-se de um neuro-hormônio endógeno (produzido pelo próprio corpo), da glândula hipófise. A endorfina traz vários benefícios para o nosso corpo, como aumento de disposição, melhora no sistema imunológico e alívio de dores.

“A endorfina é o que chamamos de neurotrasmissor, ou seja, é uma substância produzida pelo cérebro através do estímulo de exercícios físicos aeróbios, que modula dor e estresse. Regula a utilização de carboidratos como forma de energia, estimulando a queima de gordura corporal como forma de energia.”

Sua liberação através do esporte propicia o aumento da disposição física e mental, dá a sensação de bem-estar, alivia as dores, melhora a resistência física e a tolerância ao esforço físico, melhora o humor etc.

A corrida e a endorfina
Por mais cansativo e doloroso que tenha sido o treinamento, ou até mesmo a prova, é comum que os corredores, logo após terminarem o exercício, sintam uma sensação de satisfação, de alegria. Isso também se explica cientificamente.

Um estudo recente da Universidade de Bohn, na Alemanha, analisou o cérebro de 10 corredores antes e depois de uma corrida de duas horas de duração. Imagens captadas da região mostraram áreas ligadas à emoção que foram ativadas por causa da liberação da endorfina. Os participantes da pesquisa relataram ainda que, após o término da atividade, sentiram um aumento de euforia e de bem-estar.

A corrida ajuda sim na liberação de endorfina, principalmente por ser uma atividade aeróbia, ou seja, de média intensidade e de longa duração. Após 30 minutos de atividade o corpo começa a liberar este hormônio, que está ligado à sensação de prazer por causa da ação cerebral.

A endorfina vicia?
Depois que começam a correr, muitos atletas dizem que não conseguem mais parar. E ainda vão além, se dizem “viciados” pela atividade. Isso é natural, já que uma vez que o organismo se acostuma com as boas sensações geradas, isso gera uma espécie de dependência, ou seja, o corpo sente falta das substâncias liberadas pelo exercício, como a própria endorfina.

A prática de atividades promove a liberação dessa substância, que é uma espécie de droga natural. Por ser produzida pelo próprio organismo, a endorfina é benéfica e funciona como um anestésico natural, que diminui a dor após uma determinada carga de exercícios.

De certa forma, podemos dizer que a endorfina é viciante sim, já que a falta do exercício físico por alguns dias, quando se está em um treinamento, pode levar à sensação de desconforto, mau-humor e cansaço. Prontamente as boas sensações retornam após reiniciar o programa de treinamento.

Endometriose


A doença da mulher moderna atinge até 15% da população. Saiba o que é, como se prevenir e tratar esse distúrbio:

Foi apenas após 15 anos de cólicas fortíssimas que a professora universitária Luciana Zaterka, 37, descobriu que as dores não eram apenas fruto do desconforto normal da fase da menstruação, mas sim um problema crônico: a endometriose. “De cada dez vezes que ficava menstruada, pelo menos em quatro delas ia parar no hospital com dores insuportáveis”, lembrou Luciana, que, depois de passar por diversos médicos, descobriu por meio de uma especialista que sofria do distúrbio.

“A endometriose é uma doença crônica na qual o endométrio, tecido localizado habitualmente dentro do útero, encontra-se fora da cavidade uterina”, definiu a Dra. Rosa Maria Neme, graduada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, com residência médica e doutorado em Medicina na área de Ginecologia pela Universidade de São Paulo. Entre os locais onde esse tecido pode se apresentar e gerar o problema estão: trompas, superfície do útero, bexiga, ovários e até o intestino.

Esse não é um distúrbio raro, pois a estimativa é de que 10 a 15 % das mulheres em idade produtiva desenvolvam endometriose. “Mas acredita-se que, atualmente, este número seja superior a 20%”, afirmou Rosa Maria, que também é proprietária e Diretora do Centro de Endometriose São Paulo, primeira clínica no Brasil especializada no tratamento da doença.

O diagnóstico é realizado por meio de testes físicos e laboratoriais, além de exames de imagem. “Mas o diagnóstico definitivo da endometriose é cirúrgico e realizado principalmente por meio do vídeo-laparoscopia”, explicou a médica. Foi fazendo esse exame que Luciana descobriu o problema de suas fortes cólicas e eliminou a doença.

Principais sintomas
Além de fortes cólicas, existem outros sintomas que podem indicar a presença da endometriose. Entre elas estão:

- Infertilidade;
- Dor durante a relação sexual;
- Alterações do intestino na época da menstruação, como diarréia, intestino preso e sangramento anal (em casos da endometriose que envolve o intestino);
- Alterações da bexiga e vias urinárias na época da menstruação, como aumento do volume das micções e dor ao urinar;
- Dor contínua independente da menstruação.

Doença da mulher moderna
A causa exata da endometriose ainda é desconhecida. Existem algumas teorias a respeito, mas nenhuma delas conseguiu elucidar com certeza o mecanismo responsável pelo aparecimento do distúrbio. “Fatores relacionados a um refluxo de sangue menstrual pelas tubas uterinas na menstruação, alteração da imunidade do corpo da mulher e uma predisposição genética são os principais mecanismos para se explicar a ocorrência da doença”, falou Rosa Maria Neme.

Mas, por ser uma doença que depende da ação do principal hormônio feminino, o estrógeno, produzido pelo ovário enquanto a mulher menstrua e responsável pelas características femininas, é também chamada de doença da mulher moderna. “A mulher que tem menos filhos e engravida mais tarde apresenta o estímulo do estrógeno por maior período de tempo e, além disso, está exposta a um nível maior de estresse”, explicou Rosa Maria.

Isso significa que o estilo de vida moderno, com maior nível de estresse, favorece esse distúrbio, como no caso da professora Luciana. “Além de fazer o controle a cada seis meses, tomo um medicamento para minimizar a volta do problema. Mas, como tenho um nível de ansiedade muito grande, a doutora aconselhou que eu realizasse atividades físicas para diminuir o estresse”, contou.

Corra para prevenir
Como uma das prováveis causas da doença é o estresse, a prática de exercícios físicos aeróbicos é uma ótima aliada na prevenção do problema. “A endorfina produzida com este tipo de atividade causa bem-estar e diminui a produção de estrógenos circulantes pelos ovários, que são o alimento da endometriose”, explicou a ginecologista.

“Já praticava tênis, mas a médica me indicou algum tipo de atividade mais constante. Foi aí que descobri a caminhada e, depois, a corrida”, falou Luciana Zaterka. Além de diminuir as chances de desenvolver novamente a doença, a professora descobriu outros benefícios na prática de corrida. “Hoje percebo que rendo melhor no trabalho depois de realizar alguma atividade como a corrida ou mesmo um alongamento”, concluiu.


Fonte: Odara Gallo

Teste de pisada


Um bom par de tênis é de grande importância para todo corredor. Utilizar o calçado certo pode ajudar o atleta a ter um melhor desempenho e também prevenir lesões e dores. Por isso, saber escolher o melhor tênis para o seu tipo de pisada é um passo fundamental antes de começar a praticar a atividade física.

“O tênis correto para cada tipo de pisada minimiza as consequências da sobrecarga gerada pela pisada errada. A escolha de um calçado inadequado pode potencializar a sobrecarga e aumentar a incidência de lesões, tanto no pé como no joelho, quadril e coluna”.

O treinador Kim Cordeiro, diretor técnico da BK Sports, comenta sobre como agir na hora de escolher seu tênis. “Fazer o teste de pisada é o que nós treinadores sempre aconselhamos. Muitos corredores escolhem seus tênis somente pela aparência, mas depois acabam sentindo desconforto e pensam que isso se deve ao fato de ser um calçado novo. Na verdade, com o aumento do volume, o desconforto também tende a aumentar”.

Os tipos de pisada
Existem três tipos de pisada e suas principais características:

Pronadora: “A pronação vai haver em todo corredor, a diferença é que quem é pronador faz isso excessivamente”.

Na pisada pronada, o corredor apoia o lado de fora do calcanhar no chão e move o pé para dentro, passando pelo dedão e terminando no dedinho.

Supinada: “Assim como na pronada, na pisada supinada também acontece pronação, contudo, em um grau bem inferior. Neste tipo de pisada, há uma sobrecarga na parte de fora do pé do corredor”

Aqui, acontece o inverso da pronação. O atleta começa o movimento de pisada com a parte de fora do calcanhar, mas faz um movimento de apoio da parte externa do pé, até o dedinho.

Neutra: “É o tipo de pisada com maior equilíbrio. Nela, há uma pronação mínima, de 8 à 15 graus. O movimento com o calcanhar não sofre nenhuma alteração para os lados do pé”.

Neste tipo de pisada, há um movimento invariável desde o calcanhar até a ponta do pé, e forma uma pegada reta e constante.

Como eu piso?Agora você deve estar se perguntando: “E como faço para descobrir o meu tipo de pisada?” O ideal é que o atleta faça um teste especializado, mas existem outras formas de se obter um resultado próximo do verdadeiro.

“Hoje em dia, existem algumas lojas de material esportivo que já oferecem esse tipo de teste. O corredor pode encontrá-los também em clínicas especializadas, que é o ideal para que descubra sua pisada. Mas alguns artifícios podem ser utilizados, como molhar a planta do pé e fazer uma pegada, para ver o formato do arco”.

O formato do pé
O formato da planta do pé também tem influência na maneira como o corredor irá pisar, porém, deve-se tomar cuidado antes de tirar conclusões.

“Existe relação entre o tipo de pisada e o formato do pé. Em quem tem pisada neutra, a planta do pé é normal, nem muito elevada nem muito chata. Já nos supinadores o arco é grande, formando uma curva. Nos pronadores, o formato é reto, e o corredor coloca o pé inteiro no chão.”

“Contudo, não dá para se ter certeza sem os testes adequados, até porque, a avaliação do arco é feita parada, já o teste de pisada é dinâmico, feito com o corredor em movimento”.

Até quando?
Uma dúvida recorrente entre os corredores é sobre a vida útil de seu tênis. Depois de um certo tempo o calçado começa a se desgastar, e o atleta deve trocá-lo, como fala Cordeiro.

“Diria que por volta de 500 km à 1.000 km. Mas, na verdade, não existe uma distância exata que diga a hora certa de trocar de tênis. Em uma pesquisa recente, em que calçados novos e usados foram testados, ficou provado que o amortecimento não sofre grande alteração. O certo é avaliar no visual mesmo. Quando perceber que o solado já está muito gasto e deformado, ou o tênis está muito laceado, é a hora de comprar um novo”.