quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Carlos Dias completa ultramaratona no gelo antártico


O ultramaratonista brasileiro Carlos Dias completou na última segunda-feira (01) mais uma etapa da ultramaratona 4 Deserts, a Copa do Mundo do Deserto, desta vez no gelo antártico. Inicialmente ele e mais 25 competidores deveriam correr 250 em seis etapas, mas devido às más condições do clima as duas últimas fases foram canceladas e a distância teve uma pequena redução.


Antes de partir para a Península Antártica, ainda em Ushuaia, na Argentina, o navio que transportaria toda a delegação teve avarias no casco, o que atrasou o início das competições. Sentindo os efeitos do clima adverso e aliado ao forte balanço do mar, Carlos teve sintomas de gripe e enjôo, mas logo superou para seguir em frente na realização de mais um sonho.


No primeiro dia tudo parecia uma grande festa, já que nas primeiras três horas de prova os pingüins e os imponentes icebergs deixavam a paisagem paradisíaca. “No inicio ate fiquei sem luvas por causa do calor que meu corpo gerava, mas depois tive que cobrir tudo”, lembra o competidor. Estreante em provas na neve, ele conta que teve dificuldades em se adaptar. “Tomei muitos tombos e quase torci meu tornozelo nas descidas”.


A partir da segunda etapa a natureza inóspita começou a castigar o corpo e o organismo de Carlos Dias, que chegou a pensar em abandonar a prova. “Fiz a segunda etapa com cãibras na panturrilha e na virilha e terminei sem conseguir saber se voltaria para a terceira”, lembra o super atleta. De volta ao navio, ele tratou de descansar e alongar bem os músculos para encarar mais uma fase.


Condições Extremas - “A terceira etapa foi extremamente fria, nevou muito durante todo o tempo e eu, estreante nesta condição, caí muito e senti uma exaustão tremenda. Segui me arrastando até o final”, comenta Carlos emocionado. Já na quarta parte da disputa, o brasileiro sentiu ainda mais dores no tornozelo, já que afundava os pés na neve fofa. “Quanto mais eu tentava correr, mais meu corpo ficava exausto”, ressalta.


Para que as pessoas tenham uma idéia do esforço dedicado durante toda a prova, ele faz uma comparação com as corridas de rua. “Correr um quilômetro aqui equivale a cinco em uma rua normal e ficar uma hora correndo na neve equivale a quase uma maratona”. As duas últimas etapas tiveram que ser canceladas, pois as ondas do mar eram tão grandes e tão fortes, que ao bater contra o casco do navio, fazia com que os suprimentos e a mobília fossem arrastados para longe.


“Minha sensação agora é de alívio por ter cumprido essa prova. Enfrentamos temperaturas abaixo de zero, umidade relativa do ar em 100% e uma exaustão quase que incontrolável”, comenta o Crocodilo da Neve, como Carlos se auto intitulou, em referência a seu patrocinador, a Crocs.


Durante mais essa empreitada, Carlos disse que sentiu muitas saudades de sua mãe e de seu filho Vinicius. “Obrigado ao Douglas, à Ratinho, Vanessa, minha mãe e irmãs, Taisa, Pablo e Rodrigo. Vocês me animaram a seguir sempre”. A competição teve vitória do sul-africano Paul Liebenberg entre os homens e da americana Louise Cooper, entre as mulheres, enquanto o também americano Dean Karnazes faturou o título geral, por ter acumulado a pontuação mais alta em todos os quatro desertos ao longo da temporada.


FONTE: Web Run

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Atleta queniano morre durante corrida em Goiânia

O atleta do Quênia, Barnabas Kipkoech, de 28 anos, morreu no final da manhã do último domingo (30) em Goiânia (GO) depois de sofrer uma parada cardiorrespiratória durante a Corrida dos Carteiros. Kipkoech morava no Brasil há três meses e passou mal durante um trecho da prova de 10 quilômetros.

Ele foi socorrido pela equipe médica e encaminhado a um Hospital local, mas não resistiu e morreu. Segundo informações de um jornal da região, ele sofreu pelo menos oito paradas respiratórias, chegou a ser reanimado pelos médicos, mas acabou falecendo. O Corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal e a Embaixada do Quênia já foi avisada sobre o ocorrido.

O atleta morava em Brasília e era integrante da equipe Obscuros. Recentemente ele foi o terceiro colocado na Corrida Iveco de Sete Lagoas, no último dia 16, com o tempo de 30min25, e estava confirmado para integrar um desafio em esteiras durante a inauguração de uma loja esportiva no Terraço Shopping em Brasília, no dia dois de dezembro.

FONTE: Web Run

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Corpo em equilíbrio


O corpo é o nosso maior patrimônio. Na verdade, é tudo que temos nessa breve passagem pela vida. Portanto, deve ser levado mais a sério e visto como o centro fundamental da vida. No século passado, o corpo foi considerado sem nenhuma relevância. Era a terrível teoria da ditadura do intelecto - que fez tudo girar em torno do raciocínio lógico e matemático, colocando a parte física como algo sem nenhuma utilidade. Foi no fim do século que se descobriu finalmente que as pessoas tinham um corpo e que ele também necessitava ser desenvolvido. Foi a retomada de uma visão mais coerente e lógica deixada há milênios pelos antigos gregos. Mas, como todo começo e como uma reação natural a tantos séculos de ignorância, veio o exagero: academias apareceram por todo canto e as pessoas se entregaram a uma malhação estúpida sem equilíbrio.

O excesso
Ainda hoje, temos bastante dificuldade em entender que o corpo é um organismo que necessita receber as cargas de trabalho com equilíbrio e sensatez e que os mestres não podem exercer sobre seus alunos quantidades desastrosas de exercícios, que levam ao desequilíbrio e à destruição. Apenas a atividade física feita com parcimônia possibilita a construção de um corpo saudável. Você deve entender que esse corpo irá acompanhá-lo por todos os passos de vida e, portanto, deve ser tratado com mais cuidado e muito carinho. Deixemos de exercer sobre ele essa malhação estúpida e completamente sem sentido.

Vida pessoal e profissional
O corpo é nosso cartão de visita e sabemos o quanto ele é importante para formar a primeira impressão em um novo contato de nossa vida, tanto no mundo social e afetivo, como no profissional. Um corpo sadio que sustenta um organismo pleno irá possibilitar muitas vantagens no âmbito profissional. A primeira delas e mais importante é que, ao cuidar de seu físico com critério e bom senso, você terá um corpo emocional mais sólido e desenvolvido, mais capaz de controlar seus anseios e sensações. Conseqüentemente, terá um inigualável desempenho profissional.

VO2 máximo e seu trabalho
Existem outras relações entre seu corpo e seu trabalho. Uma pessoa com alto consumo máximo de oxigênio (V02 Máximo) é mais apta a ser um vencedor em sua vida familiar ou em sua vida profissional. Acredito até que, no futuro, as empresas, em vez de olhar o currículo de cada candidato a um cargo de liderança, irão observar qual o consumo máximo de oxigênio dessa pessoa. Quanto maior, mais condições de sucesso e desempenho ela terá diante da vida, principalmente em funções de decisão.

A corrida para aumentar o VO2 máximoVamos tomar como exemplo uma pessoa com sobrepeso, sedentária, de quarenta anos, com um consumo máximo de oxigênio entre 22 e 24 mililitros (um paciente comum entre os que recebo em minhas consultas). Por meio de um trabalho físico equilibrado e progressivo com a corrida, por exemplo, aumentamos seu VO2 Máximo para 40 mililitros ou mais. Praticamente dobramos sua capacidade: essa pessoa será mais eficiente em seu trabalho e junto aos exigentes desafios da vida moderna. O mais significativo, ainda, é que o empenho, esforço e dedicação em modificar o corpo físico vão desenvolver de forma significativa e irreversível o corpo emocional, tornando essa pessoa mais sólida e vitoriosa diante da vida.


FONTE: pesquisas by Marcelo Sartori

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Pedreiro-atleta treina jovens para corrida de rua em Paraisópolis


Uma corrida rústica realizada nas ruas da comunidade de Paraisópolis era o sonho do pedreiro Juracy Almeida, de 30 anos. E a emoção por ter que ficar de fora deste momento tão esperado não pôde ser contida. Com lágrimas nos olhos, o atleta amador indica o nervo estirado na perna que o impede de competir no domingo. Mas a sua satisfação estará representada pelos seus pupilos, que aproveitaram a oportunidade da prova para começar a treinar com ele.

Juracy já participou quatro vezes da Corrida de São Silvestre, sendo que a última foi em 2001. Desde então, ele deixou de competir por falta de apoio. A prova em Paraisópolis seria o seu retorno ao atletismo. Mas, enquanto ajudava o pai em uma construção, sentiu a lesão.


"Só de pensar que não vou poder participar dessa prova no domingo, dentro da minha própria comunidade... Mas pelo menos tem os cinco meninos que estão treinando comigo. Montei essa equipe exclusiva para a prova, não pra ganhar, mas pra participar mesmo, prestigiar a comunidade nesse momento histórico", comenta.


Mas as despesas que envolvem a participação em uma corrida acabaram afastando Juracy do atletismo. "A São Silvestre, por exemplo, vale a pena por ser uma festa nacional. A gente conhece novos atletas, pega experiência, identifica os seus problemas e até cria solução. Agora, pega pesado no bolso. Tem a inscrição, que é cara, além de tênis, bermuda, camiseta, enfim, parece que não, mas o custo é muito alto e dificulta para entrar no esporte", avalia.


Por isso, Juracy exalta a importância da corrida no quintal de sua casa. "Aqui é um quilo de alimento. Além de participar, você ainda ajuda a alimentar alguém. Isso deveria ser popularizado em todo o país: corridas beneficentes com inscrição barata", diz o atleta, que já sentiu o peso da idade e mudou de foco.


"Para mim, voltar a correr vai ser mais difícil. Então, vou voltar ajudando. O meu maior objetivo agora e identificar novos atletas. Por exemplo: O Vanderlei [Cordeiro de Lima] agora está saindo. A gente vai perder grandes atletas, e precisamos criar novos para substituí-los", explica Juracy.


Em meio à mobilização causada pela prova, Juracy conheceu um parceiro por acaso no bairro. Enquanto Josivaldo da Silva caminhava pelas ruas de Paraisópolis para reconhecer o trajeto da corrida, foi imediatamente abordado por Juracy, que reparou no calção e na regata que se tratava de um vizinho atleta.


Vigilante de 40 anos, Josivaldo pratica corrida há quatro anos e já participou de três edições da São Silvestre, com inscrição feita para a próxima. "Senti a necessidade de começar a praticar por causa do trabalho. O corpo pediu", explica. Desde então, corre de 90 a 100 quilômetros por semana.


Josivaldo e Juracy logo marcaram um treino. No sábado, vão treinar juntos: "Não precisa forçar", disse Josivaldo ao novo amigo, sabendo de sua lesão. No domingo, Juracy já poderá ter um substituto para guiar seus garotos durante a corrida.

FONTE: Rafael Krieger

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Curiosidades da São Silvestre


• O êxito das Voltas de São Paulo, cuja primeira edição foi realizada no dia 12 de outubro de 1918, e de Piracicaba (1919), além de outras competições a partir de 1921, em Taubaté, Iguapé, Sorocaba e Batatais incentivaram o jornalista Cásper Líbero a criar a Corrida de São Silvestre.


• Quando recebeu o convite da diretoria do Clube Regatas Tietê para participar da São Silvestre, Jorge Mancebo ficou em dúvida entre participar da corrida ou passar o réveillon com a família. Na segunda edição da prova, ele chegou na frente e faturou o título.

• O número de concorrentes da primeira São Silvestre foi bem pequeno: 60 esportistas se inscreveram e, destes, apenas 48 compareceram para disputar a corrida. Pelo regulamento, somente 37 foram classificados ao chegarem três minutos atrás do primeiro colocado. Atualmente, a competição do dia 31 de dezembro leva 15 mil participantes às ruas da Capital paulista.


• Por duas vezes, a São Silvestre registrou a presença de índios. Fisicamente aptos por causa do contato com a natureza, os nativos envolveram as edições de 1964 e 1982 em uma expectativa nunca antes registrada. Participaram da 40ª prova, uma equipe de cinco integrantes da Ilha do Bananal, sendo três das tribos Craós e dois Carajás. Na ocasião, um dos organizadores da corrida, Aurélio Bellotti, e o indianista, Willy Aureli, viajaram até o acampamento dos indígenas para orientá-los sobre os aspectos técnicos da disputa. Durante a competição, faltou aos índios a experiência e o condicionamento físico dos adversários. Graças à iniciativa, que teve o apoio da Funai, a 58ª São Silvestre contou com representantes dos Xavantes e Serenas. A primeira tribo trouxe dez corredores e a segunda três. Um grupo de dança típica se apresentou em Interlagos, completando a festa do último dia do ano.


• A pior classificação do Brasil na Corrida de São Silvestre ocorreu em 1972. Nosso melhor atleta, Irides Silva, chegou apenas em 17º lugar.


• Campeão dos 5 e 10 mil metros na Olimpíada de Melbourne, na Austrália, o russo Vladimir Kutz era o grande destaque da 33ª São Silvestre. Entretanto, Kutz ficou somente com a oitava posição, não por falta de méritos. Ele caminhou pelas praias de Santos e o passeio lhe rendeu bolhas nos pés. O atleta russo teve uma carreira curta no atletismo internacional, porém, marcante. Além dos dois títulos olímpicos, Kutz quebrou sete recordes mundiais.

• A edição comemorativa dos 50 anos de São Silvestre teve a participação de estrelas de 29 países e a homenagem a antigos vencedores. Receberam o troféu Cásper o tcheco Emil Zatopek, o brasileiro Sebastião Alves Monteiro, o uruguaio Oscar Moreira, o chileno Raul Inostroza, o finlandês Viljo Heino, os belgas Lucien Theys, Gaston Roelants e Henry Clerck, o alemão Erik Kruzciky, o iuguslavo Franjo Mihalic, os ingleses Kennet Norris e Martin Hyman, o português Manoel Faria, o argentino Osvaldo Suarez, o francês Hamoud Ameurs, os colombianos Victor Mora e Álvaro Mejia Flores; os mexicanos Juan Martinez e Rafael Tadeo Palomares, o norte-americano Frank Shorter e o costa-riquenho Rafael Angel Perez.

• Anteriormente disputada à noite, a partir de 1989 a Corrida Internacional de São Silvestre passou a ser realizada às 17 horas (sendo às 15h15 para as mulheres). Historicamente, o equatoriano Rolando Vera é o único atleta a conquistar vitórias nos anos de mudança dos horários. Ganhador da prova durante quatro anos consecutivos, de 1986 a 89, Vera foi o vencedor da última prova disputada à noite (1988) e também da primeira promovida durante o dia, no ano seguinte. A curiosidade é que a também equatoriana Martha Tenório é a única mulher a ter vitórias na São Silvestre nos dois períodos: ela venceu em 87 e em 1997.


FONTE: Site da São Silvestre

Ayrton Senna Racing Day






Neste domingo que passou (16/11) estive para assistir e prestigiar os meus amigos que fizeram um quarteto na Maratona de Revezamento Ayrton Senna Racing Day, no Autódromo de Interlagos, participaram a Sol, Estela, Julio e Ricardo Leal.

Encontrei também os amigos, Marcelinho da Play Team que por sinal bati uma foto show de bola de uma passada formidável que ele estava dando, encontrei também o Nadais, Ricardo (presidente da Play), Celso da zona Leste um amigão do orkut, Serginho, a Fernanda de Sorocaba com o Paulo e o filhão, Paulo Guido entre outros, a festa estava realmente linda.
As equipes eram compostas por duas, quatro ou oito atletas e por volta das 7h a área dos boxes já estava tomada por corredores que aguardavam autorização para entrar no pit lane e acessar a pista. Nos octetos cada atleta deveria percorrer uma volta no traçado; nos quartetos duas e nas duplas quatro.O percurso foi o S do Senna, Curva do Sol, Reta Oposta; Descida do Lago; Ferradura, Laranjinha, Pinheirinho; Cotovelo; Junção e Reta dos Boxes.

O Ricardo Leal detalhou bem o que sentiu do percurso: o percurso é pesado, o asfalto é inclinado, parece que você corre torto, o sol tava foda e a subida é animal, mas mesmo assim foi show, bem diferente de correr na rua, é muita curva e subida, por isso que o tempo de todos foi acima do normal.

Quem também esteve presente no evento foi uma equipe de cadeirantes da ADD, Associação Desportiva para Deficientes, e um dos representantes foi Fernando Aranha. “Não foi fácil competir hoje aqui, mas acredito que nos saímos bem, o importante é a qualidade de vida”. Sobre a dificuldade do percurso, ele também acredita que a última subida é uma das piores.

Todos os atletas que completaram o percurso receberam uma medalha de participação, e por sinal uma medalha linda, enquanto os três melhores colocados em cada categoria receberam troféus representando o capacete de Ayrton Senna. “Essa foi a quinta edição e tivemos que fechar as inscrições 15 dias antes, pois se esgotaram”, comenta Viviane Senna, presidente do Instituto Ayrton Senna. Segundo ela, para os próximos anos a idéia é aumentar o número de vagas. “O Autódromo comporta em torno de cinco a seis mil pessoas, então as pessoas terão que correr para fazer a inscrição”.

Foi o que aconteceu com os outros dois quartetos nosso, perdemos a inscrição. Mas para o ano que vem ficaremos espertos. (risos)



FONTE: By Marcelo Sartori

sábado, 15 de novembro de 2008

Conheça a história de Haile - mais longe e mais rápido



Haile é um atleta fenomenal, diferente daqueles que fazem algum resultado muito bom e depois desaparecem inexplicavelmente do mundo da corrida, ou então; daqueles que vencem muitas provas sem nenhuma expressão ou sem competir contra adversários fortes. Vamos falar do etíope Haile Gebrselassie que, no dia 30 de setembro, estabeleceu a melhor marca mundial na Maratona de Berlim, com o tempo de 2h04min26 (ritmo de 2min57seg/km), superando em 29 segundos o recorde anterior de 2h04min55, do também extraordinário corredor Paul Tergat, do Quênia (4 vezes campeão da São Silvestre).




Haile, menino de origem humilde, nasceu em 18 de abril de 1973, em Arssi, na Etiópia. O começo, difícil e marcante, foi ir e voltar correndo de casa até a escola, assim como ainda acontece com muitos garotos na África. A tão falada influência do meio, associada ao talento natural, que mais tarde somada ao treinamento bem planejado e direcionado, pode resultar na fórmula dos grandes campeões.




Seu pai, homem ligado à cultura rural, não queria que ele fosse atleta, alegando que a corrida não lhe daria bom futuro. Mal sabia ele que, um dia, justamente este de seus tantos filhos seria um dos melhores corredores de todos os tempos e que acumularia diversos prêmios extraordinários, além de enormes honras à sua pequena e pobre pátria.




A primeira e precoce maratona foi aos 18 anos. Sem a necessária maturidade atlética e o treinamento adequado para encarar uma prova tão dura e longa, Haile chegou lá atrás e bem “tortinho”, como diriam no Rio de Janeiro. Refeito do grande pesadelo, dedicou-se aos treinos devidamente orientados e à participação em competições com distâncias menores. Os primeiros resultados vieram em forma de grandes vitórias nas pistas e o primeiro recorde mundial, este nos 5.000 metros, em 1994. Depois, veio o recorde também nos 10.000 metros, os quatro títulos mundiais consecutivos (93/95/97 e 99) na distância e as duas tão cobiçadas medalhas de ouro olímpicas (Atlanta -1996 e Sydney - 2006).

Prêmios e rivais



Mesmo já tendo passado por cirurgia no tendão de Aquiles e ficado afastado das corridas por algum tempo, aos 34 anos e com cinco mais direcionados à maratona, este atleta de 1,65m de altura e 56 kg, acumula 24 recordes mundiais, em diversas provas, tanto em pista quanto nas ruas, nas distâncias de 3.000 metros em diante.




Nos 10km em rua tem 27min02seg, em Doha, Qatar (2002), feito que o levou a abocanhar a quantia de um milhão de dólares, um dos maiores prêmios que um corredor de rua já recebeu em uma prova. Na meia maratona (21.097 metros), tem 58min55seg e na maratona, obteve o recorde em sua sétima participação, segunda na plana Berlim, feito que o rendeu cerca de 510 mil euros, aproximadamente R$910 mil, entre cachê de participação, a vitória e a quebra do recorde.




Além deste recorde na maratona, as vitórias mais marcantes foram as duas olímpicas nos 10.000 metros, ambas sobre o próprio Paul Tergat, sendo que em uma delas, ambos deram um “sprint” cinematográfico nos últimos 100 metros, e Haile levou vantagem por uma diferença quase imperceptível a olho nu.




Esta rivalidade nas grandes competições não criou inimizade entre eles fora das pistas, muito pelo contrário. Após a maratona de Berlim, enquanto Haile concedia entrevista à imprensa, ele recebeu uma ligação, via celular, justamente do próprio Tergat, que o parabenizava pelo feito. O sempre bem humorado etíope disse o seguinte: “desculpe Paul. Acho que hoje as condições estavam melhores de que quando você correu para o recorde. Direi à organização para convidá-lo para o ano que vem”. Já Tergat, considerado um verdadeiro cavalheiro, disse à imprensa mundial: “o esporte é assim, recordes existem para serem quebrados. Estou muito feliz por ele, somos amigos”.




Apesar de tantos anos competindo em alto nível, tantas medalhas, histórias e recordes mundiais quebrados, Haile avisa: “prometi que correria a maratona para 2h03min. Isso não aconteceu. Talvez na próxima vez”. E quem ainda arriscaria desacreditar nas palavras de Haile Gebrselassie, o homem que nasceu para correr mais longe e mais rápido!




MINHA TATUAGEM

Bom isso responde a escolha dessa tattoo na minha perna ou não?

Como amo esse esporte e completando 49º corridas de ruas, em 2 anos, nada mais justo do que uma homenagem de peso na minha perna.

Essa é a origem da minha tatuagem!

FONTE: By Marcelo Sartori (pesquisas na internet)

É preciso beber muita água durante a atividade física?


Recentemente em um fórum na internet mantido por treinadores e profissionais da corrida levantaram a questão sobre a real necessidade de se hidratar nas provas na freqüência disponibilizada pelos organizadores, ou seja, 1 copo a cada 3km aproximadamente.


Um mito é o de que precisamos beber por volta de três litros diários de água. Não se sabe até hoje quem criou essa lenda urbana. A Nutrição não tem estipulada quantidades recomendadas para a água. Por ser saudável, não há problemas com esse valor. Mas quando falamos em treinamento ou desempenho já é uma outra questão.


As incontáveis pesquisas em Fisiologia do Esporte estabelecem diversos posicionamentos científicos que oferecem diretrizes para a reposição hídrica. Diretrizes essas que de forma unânime reconhecem a ingestão adequada como um comprovado meio de se aumentar o desempenho reduzindo-se o risco de problemas com o calor, sendo que nenhum estudo sugere “beber tanto quanto possível durante o exercício“, um comportamento que já foi conduta por parte de alguns orientadores físicos.


O maior problema da orientação dada ao corredor amador é que há a sugestão de se pesar antes e após uma prova ou treino. A diferença de peso resultante seria a recomendação de reposição hídrica a se fazer. Na prática do dia-a-dia o valor que achamos nessa conta é bem difícil de seguir.


É mais do que comum encontrarmos pessoas que não bebem água em todos os postos, atletas que passam longas distâncias sem beber água, uma falta de vontade de se hidratar após uma corrida ou a sensação de plena hidratação mesmo após o exercício.


A falta de se hidratar causa hiponatremia; A hiponatremia geralmente é causada pela combinação da perda anormal de sódio pelo suor e pela ingestão excessiva de água sendo esta última por si só uma causa possível.


De modo geral podemos dizer que indivíduos que ingerem apenas água em excesso antes e durante exercícios prolongados e em ambientes quentes e úmidos correm riscos maiores de desenvolver o quadro.


Mas por que e onde tantas pesquisas estariam errando? Elas acertam na necessidade fundamental da reposição hídrica. Mas erram na quantidade por causa do glicogênio. Essa é a forma de reserva de carboidrato em nossos músculos para cada 1g armazenado tem com ele outros quase 4g de H2O. Um atleta bem treinado pode queimar quase 800g de glicogênio em uma prova de média ou longa duração. Não fica difícil calcular que ao final da prova ele terá um peso de aproximadamente 4kg a menos! Para um atleta de 70kg isso representa por volta de 5% de massa corporal!


Orientar esse sujeito a consumir esse valor em líquidos não resolve o problema porque a água estabilizada com o glicogênio, que agora não existe mais, não seria retida no organismo. Assim sendo, o que seria uma perda aceitável e natural acaba sendo tratada como algo que prejudicou ou limitou o desempenho.


FONTE: pesquisa na internet

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Após vitória em Nova York, Marílson comenta o bicampeonato



Depois de conquistar o bicampeonato da Maratona de Nova York, nesse último domingo (2) nos Estados Unidos, Marílson Gomes dos Santos curte a fama na terra do Tio Sam. Um dia após a vitória, ele seguiu nessa segunda-feira (3) um cronograma cheio de eventos em Nova York, que incluiu a abertura da bolsa de valores da cidade, uma sessão de fotos num dos principais pontos turísticos de lá, o Empire State Bulding, entre outros.




Aos 31 anos, o brasileiro se tornou o primeiro sul-americano a vencer Nova York por duas vezes. E dessa vez a vitória teve um gostinho especial. Ao repetir o feito de 2006, ele mostrou seu profissionalismo e espantou o mau desempenho da maratona olímpica de Pequim. “Estou muito feliz pela minha segunda vitória. Se em 2006 foi bom, dessa vez foi melhor ainda”, conta.




“Esse ano foi um ano complicado. Eu objetivei Pequim e não deu certo. Mas tive a oportunidade de voltar para Nova York e com essa vitória o meu ano não vai terminar ruim”, acrescenta. Mas sua ida para Nova York não foi uma decisão fácil, de acordo com o atleta, quem o incentivou foi o técnico Adauto Domingues. “Nós analisamos bastante se seria bom ou não correr Nova York. Mas o Adauto fez a minha cabeça e acabou dando certo”.




A prova - Diferente de sua primeira Maratona de Nova York, em 2006, ocasião que liderou com tranqüilidade a prova, esse ano Marílson encontrou dificuldades. A primeira metade da prova foi mais lenta que a segunda e contou com mais frio, entre 5ºC e 7ºC, além de vento forte. “Como a primeira parte da maratona estava difícil, nenhum atleta queria puxar o pelotão”, conta.




Só depois do quilômetro 21, alguns atletas aumentaram o ritmo e tomaram a ponta. Faltando um pouco mais de cinco quilômetros para o final, apenas Marílson e o marroquino Abderrahim Goumri brigavam pelo primeiro lugar.




“Quando o marroquino abriu sete segundos de vantagem, achei que poderia perder a prova. Mas consegui recuperar”, conta o atleta que garantiu o primeiro lugar no último quilômetro da maratona depois de ultrapassar Goumri.




Futuro - Agora Marílson não tem planos para os próximos meses, tudo dependerá da recuperação da maratona. De acordo com o atleta, se o seu corpo se recuperar sem nenhuma lesão, ele poderá disputar novamente a São Silvestre, prova que ele é bicampeão.




“Preciso estar bem fisicamente e psicologicamente para correr a São Silvestre. A gente não recupera de um dia para o outro. Vou avaliar minha recuperação para definir as próximas competições”.




Marílson volta para o Brasil no dia 10 de novembro. Antes ele e sua esposa Juliana, que é velocista, vão descansar e comemorar a vitória em Orlando, nos parques do complexo Walt Disney World.




FONTE: Web Run

Marílson Gomes é bicampeão da Maratona de Nova York


A largada da Maratona de Nova York 2008 foi dada nesse domingo nos Estados Unidos. Ao som de “New York, New York”, de Franck Sinatra, cerca de 39 mil pessoas partiram de Staten Island rumo ao Central Park para completar 42 quilômetros de prova. O primeiro atleta que cruzou a linha de chegada foi o brasileiro Marílson Gomes dos Santos.


Como um prenúncio para mais uma conquista, assim como 2006, ano que venceu Nova York pela primeira vez, Marílson estava usando regata amarela, manguitos e gorro preto. O brasileiro cruzou a linha de chegada em 2h08min43.


Disputa -A briga masculina pelo pódio foi acirrada. Um grande pelotão de elite se formou logo no começo da prova e se manteve até a metade da competição. Durante esse período havia algumas fugas de atletas, que logo voltavam ao pelotão principal.


No quilômetro 15, Marílson liderou a prova, mas depois foi alcançado pelos demais. Na passagem da meia maratona mais de 10 atletas estavam no pelotão principal, entre eles o brasileiro.


Aos poucos o pelotão líder foi diminuindo e perto do quilômetro 30 Marílson Gomes conseguiu sair do pelotão e despontar apenas com um atleta, o marroquino Abderrahim Goumri, segundo colocado de Nova York no ano passado.


O marroquino abriu vantagem no quilômetro 35, mas Marílson Gomes dos Santos continuou no visual do líder. No último quilômetro da prova Marílson alcançou o marroquino e seguiu forte até a linha de chegada para completar a prova na primeira colocação em 2h08min43. O segundo lugar ficou com Abderrahim Goumri (2h09min07) seguido pelo queniano Daniel Rono (2h11min22).


De acordo com o brasileiro, em entrevista antes da Maratona de Nova York, ele disse que estava bem preparado e se sentindo bem, assim como em 2006. Com isso ele poderia repetir o feito.


Mulheres


A disputa feminina também foi acirrada. Gete Wami, Paula Radcliffe e Catherine Ndreba eram as principais atletas da prova. Todas já haviam participado da Maratona de Nova York em outros anos e estavam em busca do primeiro lugar.


Na passagem do quilômetro 15, a liderança da prova era da inglesa Radcliffe no tempo de 52min44, mas ela estava apenas alguns segundos à frente das demais maratonistas.


A marca da meia maratona foi feita num ritmo um pouco mais baixo do normal. Radcliffe, ainda na ponta, cravou os 21 quilômetros de prova em 1h13min23. A Inglesa só conseguiu abrir um pouco mais nos últimos quilômetros, porém, a russa Ludimila Petrova acompanhou a atleta.


A russa tentou atrapalhar a liderança da inglesa, mas não conseguiu e ficou para trás. Assim Radcliffe pôde terminar a prova com tranqüilidade e vencer pela segunda vez a Maratona de Nova York em 2h23min56. A segunda colocada foi Ludmila Petrova (2h25min43) seguida pela norte-americana Kara Goucher (2h25min53).


FONTE: Web Run

Brasileiro morre depois da Maratona de Nova York

No último domingo (02) o brasileiro José Carlos Gomes faleceu na Maratona de Nova York após completar a prova. Segundo informações da organização do evento, o atleta de 58 anos cruzou a linha de chegada, passou mal e, após o primeiro atendimento no local foi encaminhado para um hospital de Manhattam, onde faleceu.

De acordo com o diretor de relações públicas da Maratona de Nova York, Richard Finn, o laudo médico com a causa da morte do brasileiro ainda não foi divulgado. Desde 1994 a Maratona de Nova York não havia registrado casos de morte na prova. “A maratona de Nova York é uma celebração do espírito humano. Mais de 38 mil pessoas terminaram a prova de ontem. Infelizmente ele não pôde comemorar”, relata Finn.

Morador de São Paulo, José Carlos era funcionário da empresa SulAmérica Seguros há 31 anos. Desde 2006 ele fazia parte do projeto “Atletas SulAmérica”, que proporcionava treinos de corrida para os funcionários com a assessoria esportiva Run&Fun. Ele e mais quatro brasileiros da empresa correram a Maratona de Nova York.

Segundo a assessoria de imprensa da SulAmérica, José Carlos não tinha nenhum problema de saúde. Isto porque, antes de correr Nova York, ele foi submetido a uma série de exames clínicos. Em todos esses exames não houve restrições para a prática de corrida.

Estrutura da prova

Segundo Richard Finn, a Maratona de Nova York desse ano contou com dois mil médicos e 40 tendas de atendimento ao longo da prova, sendo oito após a linha de chegada.

“A prioridade número um da maratona é a segurança de todos os corredores. Apesar de toda equipe e estrutura, perdemos um atleta. Vamos rever todos os nossos procedimentos médicos para prevenir o que aconteceu”, conta Finn.

Ainda de acordo com o diretor de relações públicas, a Maratona de Nova York não exige exame médico dos inscritos, porém, eles informam os atletas sobre a necessidade de consultar o médico antes de correr, também informam sobre a importância do treinamento e da necessidade de prestar atenção no corpo durante a prova.

O Consulado brasileiro já foi notificado sobre a morte de José Carlos e prestará assistência à
família assim como a Maratona de Nova York.

FONTE: Web Run

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

CORRIDA, UM ESPORTE PARA A VIDA

O atletismo é o esporte mais antigo do mundo, sendo considerado o esporte-base, por ter sido o princípio de todos os outros e por servir de preparação para as várias modalidades atléticas.

Em qualquer modalidade esportiva, a condição física do praticante é medida pela sua resistência (teste de corrida), elasticidade (alongamentos) e força muscular.

A corrida difere dos outros esportes no sentido de participação.

Enquanto uma partida de futebol reúne no estádio cerca de 60, 70 ou 80 mil espectadores sentados para assistir a 22 jogadores, uma maratona pode reunir mais de 40 mil participantes, porém ativos.

No futebol, um jogador em plena maturidade esportiva (na casa dos 35 anos) é considerado um velho. Para as maratonas (42.195 metros), é um garoto.

Muitos esportes são praticados da infância até a adolescência e depois deixados de lado, pelas conseqüências que possam trazer para o corpo.

Já a corrida, não. Todo ser humano, depois que começa a andar, já quer correr (é um esporte natural). E pode continuar a correr por toda a vida.

Para começar, só depende de você.

Não é necessário mais 10 jogadores, um carro de formula 1, uma piscina ou uma bicicleta. É preciso apenas um bom par de tênis e estar autorizado pelo seu médico para iniciar.

Correr faz amigos e acalma os mais exaltados

Alguém já viu ou ouviu falar de brigas na São Silvestre? Ou em alguma maratona internacional? É claro que não. ?

E nos estádios de futebol? Até parece um campo de guerra. Cada vez mais se torna freqüente a rivalidade entre as torcidas causando até morte.

A corrida é o esporte mais solidário que existe. Todos que participam da principal corrida da América Latina, a São Silvestre (15 km), que a cada ano aumenta o número de participantes (já são mais de 15 mil atletas), julgam-se amigos sem nunca terem se visto antes.

Há uma grande confraternização, antes, durante e após a prova.

Cada participante se interessa e se preocupa com o seu companheiro de prova, e faz questão de saber como está e qual foi o seu tempo.

Em Nova Iorque, no ano de 2001, mesmo após o atentado terrorista que chocou o mundo em 11 de setembro, no mês de novembro foi realizada a maratona mais famosa do mundo. Lá estavam reunidos mais de 30 mil corredores. Todos com um só objetivo: “PAZ”!

Afinal, saúde todos já tinham, principalmente pela determinação de correr os 42.195 metros.

Qualidade de vida é saúde. Saúde é movimento!

O atleta do século, o Rei Pelé (Edson Arantes do Nascimento), que completou 68 anos, costuma dar as suas corridinhas diárias, que o mantém "esbelto" e cheio de energia. Pelé também chegou a correr os 100 metros rasos para 11 segundos.


O Airton Senna, tricampeão mundial de formula 1, também foi um excelente atleta. Presencie cravar 40 minutos nos 10 mil metros no Centro Olímpico de Treinamento em Pesquisa em São Paulo. Foram 25 voltas na pista de 400 metros com parciais de 1min36 e 4 minutos nas passagens dos 1.000 metros. Isso mostra que para ser o melhor do mundo, tem que corre, e muito bem!

O doutor Kenneth Cooper, responsável pelo boom nos anos 70 pela prática dos exercícios aeróbios, hoje, com mais de 70 anos, continua correndo, fazendo palestras e participando de provas pedestres ao redor do mundo.

Pesquisas recentes apresentadas no Colégio Americano de Medicina Esportiva (American College Sports of Medicine) demonstraram que a prática da corrida e caminhada (exercícios de alto impacto) na terceira idade, além de controlar os níveis de colesterol, diabetes, obesidade, fortalecem os ossos, evitando a osteoporose. Outro estudo apresentado mostra que a corrida auxilia as pessoas que sofrem de depressão.

O Campeonato Mundial de Atletismo para Veteranos (atletas com idade superior aos 40 anos) reúne a cada ano mais de 10 mil participantes. Há pouco mais de 5 anos não chegava a quinhentos.

Assim como o vinho, "quanto mais velho, melhor".

A corrida é um santo remédio!

FONTE: Pesquisas na Internet

Ultramaratonistas encaram penúltima etapa no Saara


Os atletas que participam da etapa do deserto do Saara da Ultramaratona 4 Deserts já estão nas areias quentes do Egito para encarar o sexto e penúltimo trecho da competição, o mais longo, com cerca de 100 quilômetros. Todos estão muito cansados, já que competem desde o último domingo sobre condições extremas de temperatura e terreno e muitos não sabem se terão fôlego para encarar essa parte. Segundo relatos da organização, a solidariedade e o companheirismo estão em alta no acampamento, com os mais experientes auxiliando os novatos.


Às 8h (hora local) os atletas começaram a sair e, às 9h28 o canadense Stan Lee foi o primeiro a passar no Posto de Controle, seguido pelo americano Peter N. Liptak (escutando músicas dos Beastie Boys) e o alemão Frixe Eberhard. A japonesa Miho Okabe foi a primeira a passar entre as mulheres, seguida pela britânica Catherine Jones às 9h51.


O pelotão foi dividido em dois grupos, o primeiro liderado por Stan e o segundo tendo à frente Ryan Sandes (África do Sul) e Dean Karnazes (EUA), que vêm correndo juntos. “É bom correr com alguém, às vezes a gente se sente um pouco solitário. Tenho rodado um pouco mais lento, afinal nunca corri mais de 80 quilômetros seguidos”, afirma Ryan. “Ele é um campeão, é uma honra correr ao lado dele”, enfatiza Dean.


A competição conta com dois brasileiros na disputa, Carlos Dias e Rodrigo Cerqueira, que ocupam a 92ª e 106ª posições respectivamente no ranking geral. “O deserto é muito duro, mas a vontade de chegar no final me faz dar passos determinados”, afirma Carlos. “Essa será a etapa mais difícil, na qual cruzaremos o deserto durante à noite”, completa. Ele diz ainda que está com saudades da comida de sua mãe e do seu filho e que sentiu vontade de tomar café enquanto percorria as dunas.


Os primeiros colocados são esperados na linha de chegada desta perna após oito horas percorrendo o deserto, enquanto os mais lentos podem levar mais de 30 horas. Após um breve descanso eles seguirão no sábado para a última parte, que os levará até as pirâmides de Gizé.


FONTE: Web Run

Grande amplitude térmica marca 4ª etapa da ultra no Saara


Todos os ultramaratonistas já completaram a quarta perna da ultramaratona 4 Deserts, que desde o último domingo (26) acontece na porção egípcia do Deserto do Saara. Nesta última etapa eles encararam uma grande amplitude térmica, já que largaram do acampamento às 7h10 com uma temperatura confortável de 19ºC e, durante o percurso chegaram a encarar 40ºC.


No primeiro posto de controle o líder da prova entre os homens Ryan N. Sandes, da África do Sul, foi o primeiro a passar, seguido pelo atleta da Nova Zelândia Charles Hough e o italiano Paolo Barghini. Já entre as mulheres, a também líder da competição, Nina Breith (Alemanha) passou na frente, seguida por Norma A. Bastidas (Canadá) e Miho Okabe (Japão).


Até então as temperaturas não estavam tão altas e a maioria dos ultramaratonistas imprimia um forte ritmo para aproveitar essa condição, e alguns até passavam reto pelos postos de hidratação. Os organizadores instituíram pontos de corte em alguns trechos do percurso, para garantir que todos estivessem no acampamento antes das 20h, para descansarem e estarem aptos para o longo trecho do dia seguinte.


Ryan manteve o bom ritmo e pelo quarto dia consecutivo cruzou uma etapa em primeiro lugar ao marcar o tempo de 3h52min40, seguido por Paolo (4h23min15) e Nina (4h29min39), que agora ocupa a quarta posição no ranking geral e o primeiro entre as mulheres. Entre as equipes, o time SIPA /Teko Socks, da Dinamarca, foi o primeiro a cruzar, cantando a música da banda Queen “I want to ride my bicycle”.


Brasileiros - A competição conta com dois brasileiros no field, Rodrigo Cerqueira e Carlos Dias, que atualmente ocupam a 90ª e a 104ª colocações, depois de completarem a quarta etapa em 7h08min58 e 8h21min32 respectivamente. Enquanto Rodrigo ganhou oito posições no ranking geral, Carlos perdeu uma.


Com todos presentes no acampamento batizado de “Marte”, já que o solo da região lembra um pouco o terreno do país vermelho, antes do descanso merecido eles puderam acompanhar o espetáculo do pôr-do-sol. Segundo relatos dos presentes, “um espectro avermelhado e alaranjado” atingiu o horizonte.


Amanhã aqueles que ainda tiverem resistência e se prepararam de verdade para a competição colocarão seus treinamentos à prova na etapa mais longa da competição, com cerca de 100 quilômetros. O terreno será praticamente plano, mas com muitos pedregulhos e os primeiros colocados devem completar em oito horas, enquanto os últimos em até 31.


FONTE: Web Run

sábado, 18 de outubro de 2008

Rodrigo Cerqueira é destaque brasileiro em Ultra no Saara


Ultramaratonista brasileiro Rodrigo Cerqueira disputará no próximo dia 26 a etapa do Saara do Circuito 4 Deserts, que engloba competições de longa distância em vários desertos pelo mundo. Aos 36 anos de idade, ele começou a correr em 2002, ocasião em que pretendia perder peso, já que a balança chegou a registrar 100 quilos à época. Confira um pouco da história dele.


Aos 30 anos de idade ele se iniciou no mundo das corridas como uma alternativa para fugir da rotina trabalho; casa; casa; trabalho e também com o intuito de ter uma vida saudável. “O que eu queria mesmo era correr em lugares inóspitos, muitas vezes perigosos, realizar aventuras únicas, tendo somente minhas pernas como ferramenta de locomoção”, afirma o aventureiro.


Assim, em 2005 ele participou de sua primeira ultramaratona, a 24 horas de Curitiba, evento em que obteve a segunda colocação em sua categoria e a partir daí não parou mais e só aumentou no curriculo a quantidade de provas disputadas. “Em 2006 corri a 12 horas de São Caetano, onde fui terceiro na categoria e corri no Vale da Morte (Death Valley/California) a Badwater Ultramarathon, prova de 217 quilômetros atravessando um deserto com temperaturas de até 59ºC”.


Não satisfeito com a vida de atleta, no ano seguinte ele resolveu organizar um evento, a Brazil135, que percorreu 217 quilômetros nas montanhas da Serra da Mantiqueira (MG). “Também participei da Arrowhead Winter Ultra, uma prova no gelo de 217 quilômetros com temperatura de –57ºC, fui segundo colocado no desafio Brasilia-Piri (160 quilômetros), com o tempo de 29h30 e o primeiro brasileiro a correr a Sahara Race, em outubro de 2007”.


Saara - Na prova do deserto africano, ele percoreu 254 quilômetros atravessando a porção egípcia durante os seis dias de duração do evento. A vontade de voltar a desafiar as altas temperaturas do dia e as baixas da noite era tanta, que esse ano ele resolveu voltar e há cinco meses vem se preparando de forma intensa.


“Meu treianmento inclui 1h30 de musculação diária, fiz um treino especial de 24 horas no Parque da Vaca Brava, em Goiânia (GO), finalizando 110 voltas”. Na prova do Saara ele terá ainda a companhia de outro brasileiro, Carlos Dias, que ano passado correu do Oiapoque ao Chuí sozinho.


Para o ano que vem ele já tem algumas disputas programadas em seu calendário, entre elas a Brazil 135; as etapas da 4 Deserts de Atacama (Chile); do Deserto de Gobi (China), da Antárdida e do Saara, além da Badwater.

FONTE: Web Run

terça-feira, 14 de outubro de 2008

XII MEIA MARATONA INTERNACIONAL DO RIO 2008






Neste final de semana que passou estivemos no Rio de Janeiro para participar da XII Meia Maratona Internacional do Rio 2008.

Saímos de São Paulo na sexta as 23 horas, enfrente a estação do metrô Vergueiro encontrei meus amigos e companheiros de Equipe, Ricardo Leal, Solange e Ricardo Martins.Viajamos com a Vitória Organização e Promoções de Eventos das nossas amigas Cissa e Dona Cecília. A viagem foi tranqüila e super descontraída com direito a um lanchinho pra lá de gostoso.

Chegamos no Rio na manhã de sábado as 6 horas, indo direto para o Scorial Travel Rio Hotel, no bairro Flamengo, aonde nos hospedamos no quarto 101, dividi o quarto com o Martins e o Leal.

No próprio sábado as 9 horas fizemos um treino de 30 minutos pelo calçadão da Praia do Flamengo até a Praia do Botafogo, na qual conhecemos os mais novos amigos, Sebastião, Binho, Ricardo (Pamplona) e o Wilson.

Na parte da tarde do sábado tiramos uma vida de Rei, mas sem trono... só com uma deliciosa mas gelada piscina e uma sauna, só para recompor as energias gastas (risos).

Domingo (12) dia da corrida, conheci o Gerardo ele é do Espírito Santo e amigo da Solange, uma pessoa super bacana e inclusive ele que me disse que aquele tempo abafado que estava iria durar pouco, dito e feito, antes da largada se abriu um Sol muito forte e ardido.

Naquela muvuca toda encontramos o nosso amigo Julio de Goiânia, a Fernanda e o Paulo de Sorocaba, Foca, Wilsom Lobo entre outros amigos.

E lá fomos nós com a largada pontualmente as 9 horas e 15 minutos (mesmo estranhando porque quando se trata de Rede Globo já viu né).

A largada foi na Praia de São Conrado e logo de cara com uma bela subida da Avenida Niemeyer, passamos também ao lado da favela do Vidigal na qual os seus moradores nos prestigiavam com palmas e gritos, seguimos então pelo Lebron, Ipanema, Arpoador e em Copacabana que esse combatente sentiu o forte calor, mais preciso no km 11, o ar seco dificultava a respiração e com isso me dava uma sede enorme, ai foi a bela batalha pela a água, ora correndo ora caminhando tomando água e assim eu fui para a minha Guerra Pessoal.

Entrei na Praia do Botafogo, Flamengo já não agüentando mais o forte calor, mas o engraçado que não tinha dores musculares apenas cansaço físico. Por volta do km 18,5 encontrei o meu amigo Wilson Lobo que também nessa altura estava lutando assim como eu.

Km 21,097 combate concluído, não do jeito e tempo que eu gostaria que tivesse sido, porque nas minhas outras Meias o meu tempo foi bem melhor, mas o que vale é a participação e a garra de não se deixar ser derrotado... mesmo com o tempo de 2 horas e 50 minutos, mas satisfeito por poder correr em um dos mais belos percursos, na minha opinião é claro.

Essa prova foi a minha 48º corrida disputada, domingo que vem tem mais, o Circuito Caixa Pacaembu 10 km.

FONTE: By Marcelo Sartori

sábado, 4 de outubro de 2008

Jennifer Lopez participa de triatlo beneficente em Malibu


Jennifer Lopez, que participou de um triatlo beneficente em Malibu neste domingo (14), completou a prova em 2 horas, 23 minutos e 28 segundos, informou o site da revista “People”.


Mãe dos gêmeos Max e Emme, a atriz e cantora, que havia ficado quase seis meses sem praticar exercícios, mostrou que já está de volta a sua antiga forma física.


Ao final da competição, Lopez foi amparada pelo marido Marc Antony e levada para a área vip do evento, onde encontrou ator Matthew McConaughey, que também participou da maratona.


O evento tem como objetivo angariar fundos para o Hospital Infantil de Los Angeles. No mês de agosto, durante participação no programa “Good Morning America”, Jennifer Lopez falou sobre o regime que tem feito após o nascimento dos gêmeos. “Eu me sinto ótima. Estou com mais energia e orgulhosa de mim mesma”.


FONTE: By Marcelo Sartori

Canelite: saiba o que é e como prevenir


Quem corre, principalmente médias e longas distâncias, comumente apresenta dor na canela. Essa dor na parte anterior da canela pode ter várias causas e características, e é genericamente chamada de canelite ou shin splints. De 10% a 15% das lesões que ocorrem em corridas e 60% das lesões que causam dores nas pernas de atletas são algum tipo de canelite.

A dor na canela normalmente está relacionada ao impacto repetido da corrida, que gera microtraumas nessa parte do corpo. Mas existe também uma série de outras possíveis causas, como fraqueza dos músculos da perna, calçados esportivos inadequados ou com muito tempo de uso, treinamento sem orientação, sobrecarga de treinos e alinhamento inadequado dos membros inferiores: pés supinados (quando o atleta apóia mais a parte de fora dos pés ao correr) ou pronados (quando apóia mais a parte de dentro).

Esses mecanismos podem gerar diferentes afecções:

1) Tendinopatias ou inflamações dos tendões: ocorrem por sobrecarga. Podem ser no tendão tibial posterior (em corredores que apresentam pé pronado) ou no tendão fibular (em atletas que têm pé supinado). Os sintomas são dor e inchaço na parte interna e no terço inferior da perna. A dor costuma diminuir com o aquecimento, e é pior pela manhã e após os exercícios;

2) Fraturas de estresse da tíbia: acontecem por sobrecarga excessiva, principalmente em corredores de longa distância. A dor pode ocorrer durante a corrida, mas em geral é mais intensa após a atividade e à noite. O diagnóstico de uma fratura de estresse da tíbia exige atenção, pois nem sempre os raios X detectam essa lesão;

3) Síndrome compartimental: a perna é formada por quatro compartimentos. Cada um deles é limitado por membranas chamadas fáscias, que não deixam o músculo se expandir quando incha. As síndromes compartimentais podem ser de origem traumática ou por esforços de repetição, mais comuns em corredores. A dor ocorre durante a corrida, começando com uma sensação de queimação e gerando uma pressão na região anterior, que melhora com o repouso.

Como prevenir as dores nas canelas::: Assim que aparecerem os sintomas, procure um ortopedista especializado na área esportiva para fazer o diagnóstico e o tratamento adequado;:: Dose bem seu programa de corrida (distância, freqüência e duração);:: A reabilitação é importante no desaparecimento dos sintomas e na prevenção de “recaídas”. Aplicação de gelo, hidroterapia e exercícios de flexibilidade, resistência e força muscular auxiliam na recuperação do atleta;:: O uso de tornozeleiras e de calçados com amortecedores de impacto diminui os riscos de fraturas de estresse.

FONTE: Moisés Cohen é chefe do Centro de Traumatologia do Esporte (Cete) da Unifesp (Escola Paulista de Medicina) e diretor do Instituto Cohen de Medicina Esportiva.

Marílson Gomes dos Santos participa novamente da Maratona de NY


A Maratona de Nova York confirmou nessa última quinta-feira (02) a presença de três campeões na prova desse ano. Um deles é o brasileiro Marílson Gomes dos Santos, vencedor da prova em 2006. Além do brasileiro, a prova contará com o sul-africano Hendrick Ramaala, vencedor da prova em 2004 e com o queniano Paul Tergat, detentor do recorde mundial de maratona de 2003 a 2007.


O field se repete novamente como em 2006, quando os três atletas se conflitaram e Marílson surpreendeu os adversários e todos da competição. Marílson foi o primeiro sul-americano que venceu a prova nova-iorquinaNo field feminino o destaque fica com Paula Radcliffe.


A britânica, que venceu no ano passado, está em busca de um novo título. Mais uma vez ela enfrenta a queniana Catherine Ndereba “Estamos instigados por ter tantos campeões nessa edição da prova. Será uma corrida memorável”, conta a diretora da maratona, Wittinberg.


A competição está marcada para o dia dois de novembro com chegada no Central Park.


FONTE: Web Run

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O retorno de Lance Armstrong às competições


Parece que o ciclista Lance Armstrong, lenda mundial do ciclismo e um dos maiores atletas da história, irá abandonar a aposentadoria e disputar novamente a Volta da França, prova que o consagrou após sete vitórias consecutivas (1999-2005). E até o pessoal das corridas da comemorando a volta do cara.
O Nadais, do blog Keep Running, é um exemplo de quem está feliz com o retorno de Armstrong; ele até publicou dois textos comentando a notícia. Mesmo não muito afeito a ídolos, Nadais admite que o ciclista é realmente um vencedor: ele bateu um câncer que havia se espalhado para o cérebro e, depois disso, ainda vencer a maior prova de ciclismo do mundo por sete vezes seguidas. Quem quiser mais informações sobre o esportista Lance Armstrong - que este ano, inclusive, participou da Nike+ Human Race 10k em Austin, nos EUA -, há o site da fundação Livestrong, criada por ele para ajudar pessoas com câncer. O cara é incrível mesmo.


FONTE: nikecorre.com

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Dr. Nabil comenta declaração de Lula sobre o cigarro


Não estranhem falar deste assunto indigesto que é o tabagismo, afinal ajudar os leitores na prevenção das doenças cardíacas, orientar a pratica de atividade física, corrigir a obesidade, níveis elevados de pressão arterial e colesterol, ensinar os fumantes a se livrarem deste perigoso e danoso hábito é a nossa missão médica, sempre uma atitude a favor da saúde.


Causou repulsa entre os médicos brasileiros a manifestação pública (em setembro de 2008) do presidente Lula que não só defendeu o tabagismo, como se declarou fumante e disse que fumar, ou não fumar, é problema de foro íntimo de cada um. Ignorando o exemplo que a figura presidencial significa como referência, o presidente numa única entrevista conseguiu prejudicar em muito as campanhas nacionais e internacionais de combate ao fumo, várias das quais desenvolvidas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia e suas regionais (o Brasil é signatário de carta internacional de combate ao tabagismo).


Finalmente, o presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – SOCESP, Dr. Ari Timerman, divulgou uma carta aberta ao presidente da República, protestando contra a posição divulgada. A mensagem, por retratar fielmente o pensamento do signatário deste artigo e da unanimidade dos cardiologistas brasileiros, é estampada abaixo em seu texto integral:


Carta Aberta“A Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo – SOCESP – considera infelizes as palavras do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Como homem público e principal autoridade do país ele tem que dar o exemplo em relação ao tabaco, que tanto traz de malefícios às pessoas, que fumam, aos fumantes passivos e a todos que perdem familiares, amigos pelas conseqüências nefastas do cigarro no organismo. Sem falar nos custos que a doença representa ao Estado. Conta essa que toda a sociedade paga.


O cigarro contém cerca de 4.720 substâncias químicas, sendo que pelo menos 60 delas são reconhecidamente cancerígenas, além de irritantes e tóxicas para os pulmões. Quem fuma tem também 200% a mais de risco de ter um derrame ou um infarto. Estima-se que há dois bilhões de fumantes passivos no mundo todo, sendo que 700 milhões são crianças.


Em São Paulo, pesquisa da SOCESP revelou que 95% dos entrevistados têm total consciência que o tabaco é um fator de risco para as doenças cardiovasculares. O mesmo estudo também revelou que 22% dos entrevistados fumam e consomem, em média, 14 cigarros por dia. A pesquisa SOCESP sobre fatores de risco cardiovascular foi feita com 2.096 pessoas entre 14 e 70 anos e revela a dimensão desse problema em nossa sociedade.


A SOCESP lamenta e vê com muita preocupação as palavras do presidente da república e espera que para o bem e para a saúde da população brasileira haja retratação oficial”.

FONTE: Dr. Nabil Ghorayeb

Bastos e Elizabeth Esteves vencem Circuito das Estações


Num domingo em que o clima paulista apresentou suas diversas formas, Adriano Bastos e Elisabeth Esteves venceram a etapa de primavera do Circuito das Estações, competição de 10 quilômetros realizada nas imediações do Estádio do Pacaembu. Bastos fechou com 31min09, enquanto Beth correu em 36min04.Antes da largada o tempo estava encoberto e o sol ameaçava aparecer entre as nuvens, mas no momento da largada, às 8h, uma fina garoa começou a cair na região, condiçõa que permaneceu durante quase toda a corrida. No páreo masculino Bastos e Rafael Santos eram os favoritos, enquanto entre as mulheres Beth sabia que sua principal adversária seria Beatriz Nascimento.Bastos, que venceu também os cinco quilômetros da Avon, um Beijo pela Vida, no sábado (27), veio para a prova das Estações com a energia que lhe restou e começou a disputa no meio do pelotão, até tomar a ponta a partir da metade do percurso. Ele manteve a liderança, abrindo cada vez mais sobre os adversários e não teve problemas em cruzar a linha de chegada quatro segundos à frente de Rafael Novaes.A terceira posição ficou com José Rodrigues Santos e, após as etapas de outono, inverno e primavera, cada um dos três atletas possui uma vitória, o que certamente deixará a disputa mais acirrada para a competição de verão. “Foi um final de semana perfeito, melhor impossível. Vencer duas provas seguidas, uma semana depois de ter vencido a Meia de Buenos Aires, não tenho nem palavras, só sei que foi muito bom”, ressalta o campeão.Na competição feminina, Bia começou melhor e dominou durante quase todo o percurso, mas foi surpreendida nos 200 metros finais por Elisabeth, que esperou a hora certa de atacar. “Fiquei em segundo lugar a corrida inteira e no final, encarei a briga, ultrapassando a Bia para conquistar o primeiro lugar do pódio”, comemora a competidora que melhorou em 10 segundos sua performance em relação à prova de inverno, na qual também saiu vencedora.O evento contou com 5.700 corredores, que agora possuem três partes da mandala, que estará completa com a etapa final do Circuito, no dia 14 de dezembro.


FONTE: Web Run

domingo, 28 de setembro de 2008

Circuito de Corrida de Rua - Etapa Mooca


Nesse domingo, dia 28/09/2008, participei do Circuito de Corridas de Rua Etapa Mooca, na Rua Taquari, 549 na Mooca. As inscrições eram feitas na Sub-Prefeitura da Mooca, que eram gratuitas. A retirada dos kits se deu no dia da prova com inicio as 7 horas, a organização da Prova foi bem mais desorganizada do que qualquer outra coisa, na retirada do numero de peito foi que complicou tudo, tinham duas filas que por sinal muito lerdas, e a largada que era para acontecer as 8 horas se deu por volta das 8 horas e 40 minutos, com a temperatura amena e chovendo estávamos lá representando a Equipe de Corrida FREE RUNNERS, Sonia, Deise, Airton, Sol, Ricardo Leal, Estela, Acacio, Marcelo Sartori e também mais dois convidados pela Sol que infelizmente não me lembro os nomes.
Essa era a terceira edição que participei tinha por volta de 1.000 pessoas, entre corredores no percurso de 5 km e caminhantes no percurso aproximadamente de 4 km, sem chip e muito menos tapete eletrônicos partimos para a disputa, percorremos as ruas pelas imediações da Rua Taquari, muitas ruas de paralelepípedos e com a chuva ficava bem escorregadias e o cuidado para não se machucar teve que ser redobrado, mas que graças a Deus foi tudo bem.

Agora é só esperar a Meia Maratona do Rio de Janeiro, que será a nossa próxima corrida.

FONTE: By Marcelo Sartori

sábado, 27 de setembro de 2008

Descanso pós Maratona


Do ponto de vista de saúde existem três fatores importantes que são observados na prática esportiva como auxílio na qualidade de vida: alimentação, adequada ao gasto calórico conforme atividade física, treinamento, de acordo com o atual nível técnico e interesse do praticante, e o descanso.

Mas, como o descanso pode auxiliar no treinamento e na recuperação pós maratona?
Conforme pesquisas apresentadas no 49o. American College of Sports Medicine, em St. Louis - nos Estados Unidos, foi demonstrado como reage o organismo de um atleta que é submetido a provas de longa duração (superiores à 4 horas de esforço).

Quando um atleta participa de uma competição, sua musculatura "sofre" microtraumas - não se preocupem, pois é natural, daí a necessidade das 48 horas de recuperação (este é o tempo que o nosso organismo leva para se recuperar de um esforço mais intenso).

Nos dias que seguem a uma competição como a Maratona, o ideal recomendado pelos médicos fisiologistas, é fazer outras atividades como: alongamentos, natação (de forma relaxante), pedalar em bicicleta ergométrica, massagem, ou mesmo como algumas pessoas preferem - dormir até mais tarde.Portanto, fica contra indicado, trabalhos com sobrecarga, em academia e corrida em ritmo forte.

Outro fato, apresentado no American College - é que durante o descanso o músculo se fortalece (não confundam sedentarismo - e sim estímulo e recuperação).

Para distâncias como a maratona (42.195 metros), o ideal é um dia de descanso para cada quilometro corrido, e não participar de mais de uma maratona por ano, para evitar o envelhecimento precoce das células.

Quanto maior o tempo de esforço como nas provas de ultramaratona (100 Km ou mais), e o Ironman - 3.8 Km de natação, 180 Km de ciclismo e 42.2 Km de corrida, os cuidados são triplicados, e para a maioria dos mortais é contra indicado pelos médicos especialista em esporte.

Agora se você costuma exagerar na dose, vale a pena estar em dia com o seu seguro saúde, e bom descanso.
FONTE: By Marcelo Sartori (pesquisas)

Acabe com a depressão... Correndo!


O estresse diário tem levado cada vez mais pessoas ao estado clínico de depressão (abatimento, tristeza, melancolia) e conseqüentemente a ingerirem grandes quantidades de antidepressivos que acabam afetando outros órgãos do corpo causando novas doenças.Pesquisas apresentadas na 55a. edição do American College Sport of Medicine (Colégio Americano de Medicina Esportiva) realizada em Indianápolis, Indiana nos Estados Unidos de 28 a 31 de maio deste ano, demonstraram que a corrida pode acabar com a depressão.Os cientistas acompanharam vários grupos, os que tomavam remédio e os que praticavam exercícios aeróbios (corrida) cinco vezes por semana com intensidades de média a forte.


Os resultados apresentados demonstraram que o grupo de corredores se recuperaram mais rápido e ao final do estudo se sentiam com mais energia, entusiasmo e nova perspectiva de vida.Mas cuidado, não vai sair por aí correndo feito um louco. Procure o seu médico, faça uma bateria de exames laboratoriais, ortopédico, dentário, oftalmológico e principalmente o teste ergométrico para saber como seu coração reage ao esforço físico.


Com os exames na mão e o atestado médico comprovando que esta apto para a pratica esportiva, vá a um Clube de Corredores ou Federação de Atletismo de sua cidade e peça a indicação de um profissional com experiência comprovada em orientar praticantes de corrida de rua.


A corrida é um santo remédio!


FONTE: By Marcelo Sartori (pesquisa feita na Internet)

Novo parque abre domingo em São Paulo


O Parque do Povo, área de 112 mil m² localizada entre as avenidas Nações Unidas (Marginal Pinheiros), Cidade Jardim, Juscelino Kubitschek e Henrique Chamma, se tornará a partir de domingo (28) uma nova opção de lazer para os paulistanos. Isso porque a Prefeitura de São Paulo vai inaugurar o local, antes ocupado ilegalmente.O Parque contará com pista de caminhada, corrida, ciclismo, três quadras poliesportivas, com marcação para a prática de esporte adaptado, além de aparelhos de ginástica convencionais e destinados à terceira idade. Toda essa infra-estrutura estará montada num ambiente rodeado de muito verde.“É com muita satisfação que devolvemos este espaço revitalizado à população de São Paulo, ainda tão carente de espaços públicos de lazer e contato com a natureza. Em muito breve o Parque do Povo estará 100% pronto”, afirma Rosa Pezzini, arquiteta da WTorre Empreendimentos, empresa responsável pela execução da obra.A área foi projetada para ter maior durabilidade, facilidade de manutenção, além de permeabilidade e facilidade de acesso. As calçadas, por exemplo, foram construídas em grande parte com materiais reciclados de demolições de edifícios da região da Luz, no centro da cidade.Durante 20 anos funcionavam ali campos de futebol de várzea, num total de 11 locais distintos, dos quais 10 já são de propriedade da prefeitura para investir no parque. Após a regularização do último lote e a finalização do empreendimento, a pista de ciclismo contará com 1.320m e a de caminhada com 1.650.Serviço - O Parque do Povo está localizado na Av. Henrique Chamma, s/n e o horário de funcionamento é diariamente das 7h às 19h.


FONTE: Web Run

Valmir Nunes corre Spartathlon de olho no bicampeonato


Valmir Nunes vai encarar nos próximos dias 26 e 27 a edição 2008 da Spartathlon, tradicional ultramaratona de 246 quilômetros realizada entre as cidades de Esparta e Atenas, na Grécia. A competição recria o percurso feito pelo soldado Feidípides em 490 A.C, ocasião em que foi buscar reforços para combater os invasores durante a guerra entre seu povo e os persas.Após largarem de Atenas, os corredores seguirão por Corinto, Nemea, Le Yrkia, Nestani e Tegea até finalizam o trajeto em Esparta. O evento é considerado um dos mais difíceis do mundo e um grande desafio até para os mais experientes, motivo pelo qual a participação depende de análise prévia de currículos.“A prova é muito complicada por apresentar muitas subidas, descidas e diferentes temperaturas durante todo o tempo, mas para mim, essa é sem dúvida a melhor do mundo”, relata Valmir. Em 2001 ele venceu a prova com o tempo de 23h18min, em 2003 foi vice e ano passado terceiro colocado, mesmo com fortes dores no tendão. Recuperado da cirurgia que o afastou das pistas por uns tempos, agora ele irá com força total em busca do bicampeonato.

FONTE: Web Run

Conheça a história da Maratona de Berlim


A primeira Maratona de Berlim foi realizada no dia 13 de outubro de 1974. Na época ninguém pensava que a prova tomaria grandes proporções. A largada foi dada na sede do SCC (clube de corredores de Berlim) que contava com umas duzentas pessoas. Os vencedores da primeira maratona foram os atletas Günter Hallas (2h44min53) e Jutta von Haase (3h22min01). Para participar da competição, os interessados precisavam se dedicar à corrida. Assim o grupo de corredores alemães pregava o ditado: “no training, no marathon”. Em português significa: se não treinou, não pode participar da maratona. No ano seguinte a prova contou com 325 corredores e assim foi crescendo sucessivamente. Um marco importante para os alemães foi a maratona de 1990. A prova aconteceu três dias antes da reunificação da Alemanha. Mais de vinte mil pessoas de 61 países participaram da prova, que passou por diversas ruas da cidade num ato de celebração. Berlim tem um dos percursos mais rápidos do mundo. Diversos recordes mundiais da modalidade já foram alcançados lá. Em 1998, por exemplo, o brasileiro Ronaldo da Costa deixou o seu registro na prova. Ele venceu a Maratona de Berlim no tempo de 2h06min05, marca que lhe garantiu na época o recorde mundial da modalidade. Foi em Berlim também que o etíope Haile Gebrselassie conquistou a marca de 2h04min26.


FONTE: By Marcelo Sartori (pesquisa na Internet)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Ronaldo da Costa aposta em novo recorde de Gebrselassie


Com a autoridade de quem já foi recordista mundial, o brasileiro Ronaldo da Costa aposta que este domingo poderá marcar um novo tempo na maratona. O mineiro está confiante na melhora da marca mundial na prova que será realizada em Berlim.

A grande atração do evento será o etíope Haile Gebrselassie, atual recordista da distância, com 2h04min26, que tem a promessa de receber um prêmio milionário caso obtenha um tempo abaixo de sua marca registrada na mesma cidade alemã em 30 de setembro do ano passado."Em Berlim, as condições ajudam demais. O terreno é praticamente plano e o segundo trecho é mais rápido. E desses caras (os etíopes) a gente pode esperar mesmo um recorde. Acredito que ele virá", explicou Ronaldo da Costa.Foi justamente em Berlim que o brasileiro também obteve o recorde mundial da maratona em 20 de setembro de 1998. Na ocasião, ele fez 2h06min05, tempo que até hoje é o melhor da América do Sul e o 15º de todos os tempos obtido nesta prova.Neste ano, Gebrselassie esteve muito próximo de melhorar o resultado, quando fez 2h04min53 na Maratona de Dubai, em 18 de janeiro. O etíope abriu mão da participação nesta prova nas Olimpíadas de Pequim, pois alegava que a poluição na cidade agravaria os seus problemas respiratórios, e disputou apenas os 10.000 m rasos, terminando em sexto lugar.


FONTE: Fernando Narazaki (UOL Esporte Atletismo)

Esquecido, Ronaldo da Costa faz auto-homenagem para 10 anos de recorde


A criação de uma prova para crianças foi a forma que Ronaldo da Costa encontrou para lembrar uma data que foi esquecida pelo esporte nacional. O último sábado marcou o décimo aniversário do recorde mundial obtido pelo mineiro na maratona, mas se não fosse pela iniciativa do próprio Ronaldo nenhuma celebração seria feita para a data.

“Fui esquecido e ninguém lembrou até agora. Só você que resolveu me ligar e é o primeiro a falar disso comigo", revelou o ex-atleta em entrevista por telefone ao UOL Esporte, que não disfarçou a frustração com o total esquecimento. "Você fica chateado, pois deveriam respeitar o que já fiz pelo esporte brasileiro. Na hora, vem muita badalação, mas depois ninguém lembra", desabafou.Ciente que o brasileiro não costuma valorizar o seu passado, Ronaldo da Costa fará então uma auto-homenagem. Neste sábado, ele organizará a Maratoninha Ronaldo da Costa, em sua cidade-natal (Descoberto-MG), com provas para crianças entre 4 a 14 anos. Os participantes serão divididos em cinco categorias com as distâncias variando de 50m a 1.000m."Já que ninguém lembrou, vou fazer minha festa na maratoninha. Estar com as crianças é o que gosto mesmo e também estarei com meus familiares lembrando desta data, que para mim foi o auge da minha carreira", destacou o ex-atleta.Esta será a terceira vez que o mineiro promoverá um evento em Minas Gerais. Em 2007 e 2008 foram disputadas duas edições da Maratoninha Ronaldo da Costa em São João do Nepomuceno, cidade mineira onde o ex-atleta trabalha há três anos em uma associação atlética para ensinar o atletismo às crianças.Para ele, a Maratona de Berlim terá sempre um espaço especial na vida. Em 20 de setembro de 1998, Ronaldo da Costa surpreendeu a todos, inclusive a ele mesmo, ao estabelecer o novo recorde mundial da maratona com o tempo de 2h06min05, melhorando em 45 segundos a marca anterior, que pertencia ao etíope Belayneh Dinsamo, que fez 2h06min50s em 17 de abril de 1988."Eu viajei para Berlim sonhando com o recorde brasileiro. No dia, eu sabia que estava bem preparado, mas foi muito além da expectativa. A partir dos 15km, o meu técnico me disse que poderia correr para 2h06min50, então passei a forçar um pouco mais o ritmo e consegui. Estava tudo ao meu lado, o clima ajudou, eu cheguei bem e pude fazer a minha história. Foi o auge da minha carreira, da minha vida, de tudo que vivi", lembrou emocionado.Com o recorde, Ronaldo da Costa tornou-se o quarto e último representante do país a ser recordista mundial em uma prova do atletismo na história. Adhemar Ferreira da Silva teve a melhor marca do salto triplo na década de 1950, levando o São Paulo, seu clube, a homenageá-lo com a colocação de duas estrelas amarelas acima do escudo do clube em alusão a dois recordes obtidos pelo triplista. Posteriormente, na mesma prova, Nelson Prudêncio (na década de 1960) e João do Pulo (décado de 1970) também tiveram os recordes mundiais.O feito de Ronaldo, porém, durou pouco mais de um ano, já que em 24 de outubro de 1999 o marroquino Khalid Khanouchi superou o tempo do mineiro em 23 segundos na Maratona de Chicago. Ironicamente, após o recorde, o maratonista jamais conseguiu repetir o brilho do evento em Berlim. "Tive muitos problemas particulares, lesões e não aguentei também lidar com a pressão que todos criaram. Aconteceu tudo de repente e não estava preparado para tudo que veio depois", admitiu.Dez anos depois, o ex-atleta reconhece que pouco de seus sonhos foram realizados. Na época, Ronaldo da Costa acreditava que o recorde traria investimento ao atletismo e sua vida mudaria. "Pouca coisa mudou, mas não posso ficar lamentando. Minha vida na pista já passou e não me arrependo de nada", disse ele, que deixou as competições oficiais há dois anos.Agora, o mineiro trabalha para trazer mais crianças ao esporte que o consagrou. Ele faz parte de um projeto social nas cidades mineiras de Betim e Contagem, ao lado de outros ex-atletas como Wander do Prado Moura (recordista sul-americano dos 3.000 m com obstáculos e atual secretário municipal de esporte de Contagem), para ajudar na renovação do atletismo.O trabalho com atletas de alto rendimento, porém, está descartado para o ex-recordista mundial da maratona. "Não quero trabalhar com alto nível. Lidei com muitos atletas ingratos, que não davam valor aos seus técnicos e não quero passar por isso. Prefiro ficar com as crianças, formar o cidadão e se tiver algum talento passar para outras pessoas", justificou.

FONTE: Fernando Narazaki (UOL Esporte Atletismo)

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

16º Maratona de Revezamento Pão de Açúcar com muita chuva e frio


A 16º Maratona Pão de Açúcar de Revezamento aconteceu na manhã desse domingo (21) na região do Parque do Ibirapuera, em São Paulo e reuniu cerca de 30 mil pessoas, divididos em equipes de dois, quatro ou oito atletas, eu fiz com o meu amigo Ricardo Leal a Equipe Dupla, sendo o 1º corredor com 22,6 km e o 2º 19,5 km, Também teve o 1º Quarteto formado pelos os corredores Ricardo Matins, Salvador, Júlio e Matheus, o 2º Quarteto era misto formado por Acacio, Cilene, Estela e Estevão.

A largada teve um pequeno atraso de uns 5 minutos e aconteceu as 7 horas e 5 minutos, debaixo de muita chuva e frio, a organização se atrapalhou muito e deixou a desejar na largada, até o 3 km estava tudo parecendo um funil e imagina só como foi torturante e desgastante você ter que fazer os 2 km em quase 20 minutos, fala sério. Mas tirando isso a prova estava bem, os postos de água bem localizado e com água gelada (também estava frio), os pessoais do staff estavam bem posicionados pelo percurso, as ambulâncias também e por sinal tinham muitas.

Bom a minha 1º volta foi tranqüila, mas no km 20 comecei a sentir fortes câimbras que fez esse combatente diminuir muito e até ter pontos que tive que caminhar, mas faz parte do espetáculo afinal com chuva o tempo todo, ora forte outra garoa sem contar o frio.

A primeira edição dessa prova, no início dos anos 90, reuniu mil atletas numa época em que pouco se falava sobre corridas de rua, ao contrário dos dias de hoje. em que o assunto está na boca do povo. Tivemos sol nos últimos três anos, mas hoje a chuva compensou todas as outras edições, ano passado limitava em 23 a 25 mil e esta 16º uma marca de 30 mil corredores, mas mesmo assim ainda ficaram pessoas de fora.
Poças de água, lama e vento cortante eram algumas das adversidades encontradas e São Pedro não trégua em momento algum da prova. A cena mais comum era ver corredores batendo os dentes, encolhendo os braços e correndo para o guarda-volumes para buscar uma blusa de frio.

Parabéns a todos da Equipe FREE RUNNERS que participaram e os quais não puderam ir, mas nos enviaram boas energias.


Ano que vem tem mais.


Essa foi a minha 46º Corrida e domingo que vem tem mais, o Circuito de Corridas de Rua Etapa Mooca.

FONTE: By Marcelo Sartori